Henrique Lyra

Maio 3, 2008

Nota boa na prova, é nota boa na vida?

Arquivado em: Conhecimentos Gerais — Henrique Lyra @ 5:56 am

A questão da educação vem enfrentado algumas polêmicas importantes que devem ser colocadas em pautas e discutidas. O famoso Robert Kiyosaki, que publicou mais de uma dúzia de livros sobre como atingir a riqueza plena e mantê-la.

A grande crítica é que muitas pessoas geniosas e inteligentes da escola não conseguem ser ricas. Se atolam em dívidas e não conseguem sair delas. Ao contrário, muitos exemplos de pessoas semi-analfabetas são infinitamente mais ricas.

Em outras palavras, tirar nota boa na escola não é a mesma coisa que tirar nota boa na vida profissional e pessoal. Os estudiosos que passam com 10 nas provas acadêmicas freqüentemente reprovam (muitas vezes sem direito a recuperação) nos testes profissionais e pessoais.

Aproveitando o gancho do post passado o Brasil recebeu a nota de investiment-grade e agora estamos em um ambiente festivo. A grande questão persiste, tirar essa nota de investimento, é o mesmo que tirar nota boa na sociedade?

Como estão nossos hospitais? E o desempenho de nossos bancos? E a burocracia excessiva? O gasto público? A desigualdade social? A violência e corrupção?

A intenção não é jogar um balde de agua fria, mas sim tomar nota daquilo que realmente é importante para uma vida melhor para todos. O investiment-grade traz consigo algumas implicações importantes para o desenvolvimento econômico, mas será valioso apenas se transformamos essa nota em valor para a sociedade.

Arriba Brasil.

Abril 29, 2008

A corrupção é realmente um absurdo?

Arquivado em: Conhecimentos Gerais — Henrique Lyra @ 8:08 am

Esse tópico pode ser um tanto polêmico, mas aqui vai.

É interessante como nós ficamos indignados quando vemos alguma coisa aparentemente absurda nos noticiários. Estamos corriqueiramente vendo assassinatos, corrupção, drogas, roubos, etc. Para citar um exemplo, vamos destacar uma frase célebre e quase que automática que falamos ao se deparar com tais fatos, a saber:

“É um absurdo a corrupção no Brasil.”

De acordo com o Dicionário Aurélio, a palavra absurdo significa algo contrário a razão, ao bom senso. O bom senso é relativo, isso dependerá das práticas e costumes de cada povo. Logo algo que seja absurdo, está diretamente em conflito com os costumes do povo Brasileiro.

Vamos ver os costumes do povo Brasileiro:

  • Quantas vezes você já jogou papel na rua por não ter lixo por perto tanto no carro quanto na própria rua?
  • Quantas vezes você já passou no sinal vermelho, estacionou em lugar proibido, não pagou zona azul ou atravessou sem ser na linha de pedestre?
  • Quantas vezes você já entrou na contra-mão, dobrou ou fez retorno aonde não é permitido, fez duas fileiras aonde só é permitido fazer uma fileira de carro, etc?
  • Quantas vezes você já furou fila porque seu amigo estava perto da entrada?
  • Quantas vezes você deixou pra lá quando erraram em uma conta de bar, telefone, etc?
  • Quantas vezes, quantas vezes, quantas vezes…?

A palavra corrupção vem para fechar o raciocínio. Segundo o mesmo dicionário, corrupção é o ato ou efeito de corromper. Ou seja, corromper as regras que quebramos no questionário acima.

O termo absurdo não deveria ser empregado para destacar corrupção. Porque como vimos anteriormente, o absurdo vai contra as práticas do povo brasileiro. Ora, se corrompemos e vemos corrupção todos os dias, e, a corrupção é absurda, logo somos pessoas que cometem absurdos todos os dias. No entanto, isso não se configura como algo fora dos costumes do povo brasileiro porque é o seu dia-a-dia. Para se configurar um absurdo, é preciso que os brasileiros não pratiquem tais corrupções em seu dia-a-dia.

Já dizia um grande filósofo “O estado é o que é porque as pessoas são o que são”. É mais ou menos assim: Os governantes são corruptos porque isso é reflexo do que o povo é. Porque eles (governantes) são nada menos do que pessoas do povo, que viveram e conviveram nesse ambiente de corrupção corriqueira (jogar papel no chão, furar fila) e agora foram eleitos para dirigir um país.

A mudança do governo começa primeiro nas ações, práticas e costumes de um povo. O futuro de nosso país estará nas decisões que você faz no seu dia-a-dia, colocando o lixo no lugar certo, obedecendo as regras das filas. Como efeito, elegeremos pessoas corretas e que seguem os costumes do próprio povo.

Respondendo ao tópico: A corrupção é realmente um absurdo?

Bem… Absurdo não, mas é chato né?

Abril 25, 2008

A verticalização do conhecimento

Arquivado em: Conhecimentos Gerais — Henrique Lyra @ 6:49 am

A evolução da sociedade transforma e muda a vida de todos nós. O conhecimento cresce a projeções geométricas e pode advir de qualquer parte do mundo. Um artigo que você publica influencia e dão idéias (inputs) para outro conhecimento que será gerado e assim por diante.

Isso faz com que cada vez mais tenhamos especialistas no mundo. Vou dar um exemplo:

  • A administração pode ser dividida em várias grandes áreas, uma delas o Marketing. Este pode ser dividido em quatro “P’s”: Produto, praça, preço e promoção. Dentro de promoção nós temos um item que é Publicidade e Propaganda;
  • Publicidade e Propaganda se transformou em um curso de graduação de quatro anos, que hoje você pode fazer mestrado e doutorado nessa área.

A verticalização do conhecimento acontece porque as pessoas conseguem achar funcionalidade para aquilo que está se propondo e que aquilo irá gerar algum valor para a sociedade.

Para se tornar um especialista demora mais tempo que antes, porque hoje o conhecimento está verticalizado. Inevitavelmente as pessoas demoram mais para se especializar porque o conteúdo agora é muito maior do que antes. Faça uma recapitulação dos grandes filósofos gregos. Quase todos tem diversas especialidades como física, matemática, astrologia, etc.

O conhecimento ainda era restrito, podia-se especializar em várias coisas mais facilmente.
Hoje além de levar mais tempo para se tornar especialista, você terá que ter conhecimentos várias outras áreas como tecnologias, internet, relações humanas e línguas estrangeiras e principalmente como elas se encaixam e inter-relacionam.

Outra questão é o tempo. Dificilmente alguém trabalha oito horas por dia. Isso é coisa do passado. Hoje não se têm mais uma profissão, agora são várias. Você não desempenha só sua função, mas várias.

Além de tornar a vida mais complicada, estressada e exigente também levam as pessoas a um verdadeiro paradoxo.

  • Como devo investir meu tempo limitado? Investir em minha especialidade ou nos conhecimentos correlatos que são igualmente exigidos?

O que vocês acham?

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